Em 1975, só 30% dos britânicos pediram a saída do bloco europeu

Por Alberto Nogueira

Em 5 de junho de 1975, a população do Reino Unido também foi às urnas -no primeiro referendo popular de sua história- pelo mesmo motivo de agora: decidir pela permanência ou não no Mercado Comum Europeu (MCE), a atual União Europeia.

Na ocasião, os britânicos estavam no bloco há apenas um pouco mais de dois anos, mas as vantagens e as desvantagens de permanecerem no grupo eram constantemente discutidas entre o governo trabalhista, este liderado pelo primeiro-ministro Harold Wilson, e a oposição conservadora –favorável ao mercado comum-, derrotada nas eleições de 1974.

Os governistas, pressionados por sindicatos que acreditavam que a adesão poderia causar prejuízos, decidiram renegociar as condições de sua entrada na MCE, como a redução dos valores de sua contribuição com o bloco. Foi quando Harold Wilson decidiu convocar o referendo.

A Grã-Bretanha, que tentava entrar na comunidade desde 1961 e que só conseguiu sua adesão em janeiro de 1973 por meio do ex-primeiro-ministro conservador Edward Heath, foi às urnas em 5 de junho de 1975 decidir seu futuro, como noticiou a Folha.

No dia seguinte, com quase 70% dos votos favoráveis, a população decidiu pela manutenção do Reino Unido no Mercado Comum Europeu.

Já o primeiro-ministro trabalhista Harold Wilson, mesmo tendo conquistado a diminuição da contribuição dos britânicos com o bloco, renunciou ao cargo em 1976.