Há 5 anos, nasceu o ‘bebê 7 bilhões’ do mundo

Por Cristiano Cipriano Pombo

Se o seu filho, sobrinho ou algum conhecido tem entre 4 anos e 6 meses e 5 anos e 6 meses de idade, ele pode ter sido o bebê número 7 bilhões.

Isso porque, há cinco anos, a Folha publicou texto informando que naquela ocasião o mundo assistia a uma “guerra” pelo reconhecimento de quem foi o primeiro.

Pelo menos seis países disputavam o privilégio de ser a terra natal da criança que seria símbolo do crescimento da humanidade em termos populacionais.

Assim, Filipinas, com Danica May Camacho (na foto acima), Índia, com sete bebês, Iraque, Geórgia, Rússia, com dois, e Grécia esperavam o reconhecimento da ONU quanto ao caso.

Contudo, a ONU jogou um banho de água fria ao alegar que não era possível afirmar “quem” e “onde”.

“Ninguém pode saber qual é a criança 7 bilhões”, disse Christian Delson, funcionário do UNFPA (fundo da ONU para a população), em entrevista ao repórter Diogo Bercito, da Folha.  “Não há data ou local específicos.”

De acordo com ele, o número de habitantes é uma estimativa feita a partir de levantamentos de cada país. E, principalmente, que a conta da ONU previa uma margem de seis meses, para mais ou para menos.

Desse modo, os nascidos que disputavam naquele dia 31 de outubro o símbolo serviam como aviso, sobre o crescimento constante da população.

A atitude da ONU contraria atitude da instituição quando do nascimento do garoto 6 bilhões. Ele nasceu em 1999, em Saravejo, e chama-se Adnan Nevic, que chegou a ser embalado pelo então secretário-geral da ONU Kofi Annan e, em 2011, acusou a ONU de ignorá-lo.


Garoto 6 bilhões

O nascimento simbólico da criança 7 bilhão motivou até uma iniciativa de sete jornais, incluindo a Folha, que publicaram artigos sobre o tema. A Folha publicou texto do repórter Antônio Gois intitulado “Da explosão à implosão populacional em uma década”.

Você consegue ler esse texto da Folha e os dos jornais “Le Devoir” (Canadá), “Nation Media Group” (Quênia), “Le Soir” (Bélgica), “Diário do Povo” (China), “L’orient-le Jour” (Líbano) e “Herald Sun” (Austrália) clicando aqui.