Há 80 anos, nascia o escritor Moacyr Scliar; leia seleção de textos do colunista na Folha

Por EDGAR SILVA

Há 80 anos, nascia em Porto Alegre o médico, escritor e colunista da Folha Moacyr Scliar.

Médico de formação e especialista em saúde pública, Scliar também foi professor visitante na Universidade Brown (Department of Portuguese and Brazilian Studies), em Providence (Rhode Island), e na Universidade do Texas (Austin), ambas nos Estados Unidos.

Seu primeiro título publicado foi “Histórias de um Médico em Formação”, de 1962. Ao todo, publicou mais de 70 livros (entre romances, contos, ensaios e crônicas) que foram traduzidos para mais de 40 idiomas.

Venceu quatro vezes o Prêmio Jabuti, em 1988, 1993, 2000 e 2009. Entre suas obras destacam-se “O Centauro no Jardim”, obra de temática judaica, “Sonhos Tropicais”, romance sobre o sanitarista Oswaldo Cruz, e “A Majestade do Xingu”.

Foi eleito imortal da Academia Brasileira de Letras em 31 de julho de 2003, recebendo 35 de 36 votos para ser membro da ABL. Tomou posse em 22 de outubro do mesmo ano, ocupando a cadeira número 31, que antes pertencia ao escritor e jornalista mineiro Geraldo França de Lima.

No discurso de posse disse “Foi uma longa trajetória, esta que me trouxe à Academia Brasileira de Letras, e não estou falando apenas dos mil e duzentos quilômetros que separam a cidade de Porto Alegre, onde moro, do Rio de Janeiro. Estou falando daquela trajetória que percorrem todos os escritores, uma trajetória de autodescoberta e de autoaperfeiçoamento e que, às vezes, chega a esta Casa.”

Scliar colaborou com a Folha como colunista desde 1993 (com crônicas baseadas em reportagens veiculadas pelo jornal) até sua morte, em 27 de fevereiro de 2011, no Hospital das Clínicas de Porto Alegre, por falência de múltiplos órgãos.

O Blog Acervo Folha destaca alguns dos textos de Scliar no jornal.

Na morte, as bocas unidas

O sonho do celular

As portas da percepção

Acabando com o capitalismo

O peru de Natal

Nosso lar, o congestionamento

A hora e a vez das capivaras

No espaço, sim, mas não perdido

A ilegível caligrafia da vida

Lágrimas e testosterona