Há 80 anos, nascia o ator Dustin Hoffman

Por EDGAR SILVA

Há 80 anos, nascia em Los Angeles, na Califórnia, o ator e diretor Dustin Hoffman. Ganhador de dois Oscars como melhor ator (por “Kramer vs. Kramer e “Rain Man”), Hoffman conta ainda com seis Globos de Ouro e dezenas de outros prêmios de associações do cinema mundial.

O ator estreou no cinema em 1967 com dois filmes, “Um Tigre de Alcova” e “A Primeira Noite de um Homem”, que o colocou nos holofotes de Hollywood. Pela performance no papel do virgem Benjamin Braddock ao lado de Anne Bancroft ( Mrs. Robinson) e de Katherine Ross, Hoffman foi indicado ao Oscar de melhor ator.

O filme não só o colocou ao olhar dos diretores como também imortalizou a canção “Mrs. Robinson” da dupla Simon & Garfunkel, que assina toda a trilha sonora.

Até que conquistasse seu primeiro prêmio da Academia de Hollywood, ao lado de Meryl Streep (também vencedora do prêmio), no drama “Kramer vs. Kramer” (1979), Hoffman foi indicado a outras duas obras, “Perdidos na Noite” (1969) e “Lenny” (1974).

Menos de uma década do primeiro Oscar, o ator conquistaria outro. Desta vez não pela emoção de um pai lutando pela guarda do filho, mas como o autista Raymond Babbitt, em Rain Man (1988).

Assim como outros atores de sua geração, Hoffman encarnou vários papéis em seus mais de 80 filmes, na maioria das vezes ao lado de grandes nomes.

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Em 1973 estrelou “Papillon” onde contracenou com Steve McQueen. Ao lado de Jessica Lange foi dirigido por Sydney Pollack no multi-indicado “Tootsie” (1982). Com Robert De Niro, estrelou “Mera Coincidência” (1997), filme que ilustrou a representação da realidade paralela criada e difundida pela mídia.

Hoffman também interpretou personagens ligados à mídia. Em 1976 fez ao lado de Robert Redford o aclamado “Todos os Homens do Presidente” que conta a história do caso Watergate.

Com outro Robert, o De Niro, fez o produtor de cinema Stanley Motss em “Mera Coincidência” (1997). Do mesmo ano é “O Quarto Poder”, onde encarna Max Brackett, repórter de TV.

Dentre seus mais recentes sucessos destaca-se “Kung Fu Panda” –que já está na terceira parte–, no qual faz o mestre Shifu, e Bernie Focker, personagem em “Entrando Numa Fria Maior Ainda” (2004) e “Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família” (2010).

Apesar dos diversos papéis, bons amigos (De Niro, Warren Beatty, Gene Hackman, Jack Nicholson, Barbra Streisand, entre outros) e dois Oscar, para Hoffman o cinema acabou.

“Acho que agora a televisão está melhor do que jamais esteve. E que a indústria do cinema está pior do que nunca, afirmou em 2015 ao jornal britânico “The Independent”.

Após essa declaração, o ator ainda participou de outros quatro filmes para o cinema e duas produções para a TV. Ao que parece, a sétima arte não está tão ruim assim. Especialmente quando pode contar com ele.