Há 70 anos, nascia Brian Johnson, vocalista do AC/DC que desafiou médico para continuar no rock

Por EDGAR SILVA

Há 70 anos, nascia em Gateshead (no nordeste da Inglaterra) o cantor Brian Johson. Conhecido em grande parte do mundo por ser o vocalista da banda AC/DC.

Em 1972, Johnson foi um dos fundadores da banda Geordie (apelido para pessoas que nascem na região de Newcastle), que durou apenas oito anos.

Em 1980, ingressou na banda dos irmãos Young (Malcolm e Angus), através de um fã norte-americano de 14 anos que sugeriu que os líderes da banda dessem uma chance ao vocalista da extinta banda Geordie. Brian Johnson ocuparia o posto de Bon Scott, morto em fevereiro do mesmo ano.

No curto espaço de dois meses deu-se o ingresso no AC/DC (maio de 1980) e o lançamento de “Back in Black” (julho) e isso graças a um fã.

O disco é o segundo mais vendido da história da música, perdendo apenas para “Thriller”, de Michael Jackson. Além da faixa título, “Back in Black”, o álbum trazia também os clássicos “Hells Bells” e “You Shook Me All Night Long”.

Em 36 anos de banda, Johnson gravou dez álbuns de estúdio, duas trilhas sonoras e cinco álbuns ao vivo, além de ter feito cinco shows no Brasil em três anos. O último deles, em 2009, segundo André Barcinski, foi ótimo.

“O concerto que o AC/DC fez na noite de sexta, diante de 70 mil fãs enlouquecidos, faz qualquer show ocorrido no Brasil nos últimos tempos parecer malabares de farol”, escreveu o colunista.

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CARROS E SURDEZ

Em março de 2016, Johnson foi obrigado a abandonar a turnê do grupo depois que seu médico o advertiu a parar com a carreira musical. A justificativa: se o cantor continuasse com os shows, correria o risco de parar completamente de escutar.

Fãs e músicos do mundo todo ficaram chateados, mas Johnson tratou de explicar o que sentia com o anúncio de sua retirada da turnê e que isso não representava o fim de uma vida à música.

Por um comunicado, disse “estou pessoalmente devastado por este fato, ninguém pode imaginar o quanto”. “A experiência emocional que sinto agora é pior do que tudo o que já senti na minha vida.”

Mas, ressaltou, que garantia aos fãs que não estava perto de se aposentar. “Os médicos me disseram que posso continuar gravando em estúdios e pretendo fazer isso.”

Além de uma vida que se confunde com a música (ou até mais, com o AC/DC), Johnson é fanático pelo Newcastle (quatro vezes campeão inglês, atual campeão da Segunda Divisão) e também por carros.

Sua paixão pelo automobilismo o levou a apresentar o programa da Discovery Turbo, “Cars That Rock” (traduzido para o Brasil como “Carros Alucinantes com Brian Johnson”), que já está na terceira temporada, onde visita fábricas e testas carros como Bugattis e Ferraris, Lotus, McLarens, entre outros.

Durante as visitas e testes dos modelos mais rápidos ou mais clássicos não é raro o ex-vocalista do AC/DC comparar o ronco dos motores à música clássica ou as batidas do rock.

No show de 2009, no estádio do Morumbi, na primeira frase ao público, Brian Johnson disse “Desculpem, nós não falamos ‘brasileiro’… Mas falamos rock and roll!”. E os fãs foram ao delírio.

Alguma dúvida de que ele ainda volta aos palcos?

 

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