Há 75 anos, nascia o diretor Martin Scorsese, vencedor de um Oscar e que fez os ‘filmes que quis’

Por EDGAR SILVA

Há 75 anos, nascia na cidade de Nova York o cineasta Martin Scorsese. Diretor e produtor de mais de 60 filmes, ele é, ao lado de Steven Spielberg, George Lucas e Francis Ford Coppola, um dos maiores nomes de Hollywood. Não por acaso, recebeu dos três o Oscar por “Os Infiltrados”, em 2007.

Desde sua estreia dirigindo longas (em 1967 com “Quem Bate à Minha Porta?”), foi indicado a mais de 200 prêmios, ganhou 136, mas possui apenas um Oscar. “Já estava acostumado a não ganhar”, afirmou após receber o prêmio.

Martin Scorsese é reverenciado como um dos maiores diretores de sua geração, tendo emplacado sucessos desde a década de 1970 aos dias de hoje.

Só de sua parceria com Robert De Niro, por exemplo, há os reconhecidos “Taxi Driver” (1976), “Touro Indomável” (1980), “Os Bons Companheiros” (1990), “Cabo do Medo” (1991) e “Cassino” (1995). Além desses está em produção “The Irishman”,  que terá outros dois nomes que trabalharam tanto com Scorsese como com De Niro: Joe Pesci e Harvey Keitel.

Além dos filmes de máfia italiana, o diretor também trabalhou outros temas e com outros grandes nomes do cinema. Em 1986, dirigiu o experiente Paul Newman em “A Cor do Dinheiro” (que venceu o Oscar de ator principal) e o novato Tom Cruise. Um ano depois filmou “A Última Tentação de Cristo”, com Williem Dafoe como Jesus e Harvey Keitel como Judas.

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Em 1999, levou ao cinema “Vivendo no Limite”, baseado no livro homônimo de Joe Conelly que conta a rotina (e o drama) do paramédico Frank Pierce (vivido por Nicolas Cage), nas ruas de Nova York. Três anos depois estreou “Gangues de Nova York”, primeiro longa com Leonardo Di Caprio –a parceria rendeu outros cinco filmes.

Scorsese também tem em seu rol de filmes-referência documentários como o aclamado “No Direction Home”, sobre Bob Dylan, “Shine a Light”, sobre os Rolling Stones (que intercala imagens de shows realizados em Nova York com registros de bastidores da banda inglesa), e “Living in the Material World”, que conta a história de George Harrison.

Lançado ano passado, “Silêncio” –outro filme baseado em livro que Scorsese levou ao cinema– não alcançou o êxito de outros longas. Seu impacto se fez sentir no “termômetro” Oscar: apenas uma indicação. No entanto um filme que atraiu adultos e crianças e foi melhor recebido pela crítica e público foi “A Invenção de Hugo Cabret” (2011).

Fazendo jus à carreira do diretor nova-iorquino, recebeu 11 indicações ao Oscar e abocanhou cinco. Todas técnicas, é verdade. Mas, como ele mesmo disse em 2007, “o mais incrível é que eu consegui fazer os filmes que quis, ‘Caminhos Perigosos’, ‘Taxi Driver’, ‘Touro Indomável’, ‘Os Bons Companheiros’, ‘Gangues de Nova York’. Quem pode reclamar?”

De fato, ninguém.

 

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