Do café às greves, porto de Santos faz 125 anos
O porto de Santos, que figura entre os maiores em movimentação de cargas na América Latina, muitas vezes em primeiro lugar, completa 125 anos nesta quinta-feira (2).
Inaugurado em 1892, com apenas 260 m de cais, o porto foi fundamental para a exportação brasileira de café e outras culturas, além de ter contribuído para o desenvolvimento da cidade de Santos e do Estado de São Paulo.
No local também atracaram navios que trouxeram imigrantes de diversos países a São Paulo, em um movimento que teve seu auge no final do século 19, parte em razão da expansão do cultivo do café em terras paulistas.

Ao longo de sua existência, o complexo foi palco de grandes paralisações, como em março de 1980, quando 25 mil trabalhadores portuários cruzaram os braços por cinco dias em busca de melhores salários. A parada causou prejuízos à economia do país. Na ocasião, o ganho com exportações era de 1,3 bilhão de cruzeiros por dia, segundo a Folha.
O governo militar considerou a greve ilegal e enviou fuzileiros navais para o porto, caso necessitasse intervir. Após dias de negociação entre os empregados e a Companhia Docas de Santos, na época dona da concessão, as atividades foram retomadas.
No final de 1980, com o término da licença de exploração do complexo portuário, foi criada a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), uma empresa de economia mista responsável por administrá-lo, vinculada ao governo federal.
De acordo com administradora, da fundação oficial até hoje, o porto de Santos movimentou mais de um bilhão de toneladas de diversos tipos de cargas. Só para o ano de 2017, são previstos 120,6 milhões de toneladas, maior que o recorde anterior de 119,9 milhões, atingido em 2015.