A medida se deve a artigos publicados pelo general no jornal “O Globo”, o que, de acordo com o governo, teria estimulado a formação da Frente Ampla, movimento político liderado por Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart.
No artigo publicado nesta terça, Aragão atacou Lacerda. Este, por sua vez, no jornal “Tribuna da Imprensa”, do Rio, criticou novamente o poder do governo militar e o real papel das Forças Armadas.
]]>O artefato, dado pelo papa Paulo 6º ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, foi recebido com pétalas de flores atiradas de helicóptero.
A chuva fina fez com que a celebração fosse transferida para o interior da basílica.
Após receber a Rosa de Ouro do secretário de Estado do Vaticano, Motta a ergueu para que todos a saudassem.
]]>Enquanto autoridades falam em 60 mil fiéis ““número excepcional para um único dia”“, comerciantes acostumados com os peregrinos estimam cerca de 200 mil.
O ornamento de cerca de 50 cm, com 0,5 kg em ouro e prata, será entregue pelo cardeal Amleto Cicognani.
A assessoria do presidente Arthur da Costa e Silva confirmou sua presença na missa e na cerimônia de entrega da Rosa de Ouro.
]]>No final do evento, em discurso, o presidente Arthur da Costa e Silva dirigiu um apelo à nação, para que esta colabore com o governo federal na tarefa de transformar o Brasil no “verdadeiro celeiro do mundo”.
O chefe do Estado brasileiro disse também em seu discurso que sua gestão adotará medidas que facilitarão e ampliarão a concessão de crédito aos produtores rurais.
]]>Em SP, presidente abre trabalhos em audiência com Abreu Sodré (15.mai.1967)
Arthur da Costa e Silva inicia nesta segunda (15) suas atividades como presidente da República em São Paulo, com audiência com o governador do Estado, Abreu Sodré, no Horto Florestal, na zona norte.
O mandatário, que havia comunicado no sábado (13) que prepara um “anúncio de grande interesse para o país e para SP”, despachará da Casa de Verão do governo paulista.
Perguntado sobre o encontro desta manhã com o presidente, Abreu Sodré disse que tratará de assuntos econômicos e tecnológicos, de interesse das entidades de economia mista de SP e da Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista).
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Costa e Silva tem reunião com Abreu Sodré a portas fechadas (16.mai.1967)
Nesta segunda (15), o presidente Costa e Silva recebeu o governador e o prefeito de São Paulo, na Casa de Verão do Governo paulista, no Horto Florestal (zona norte da capital).
A reunião com o governador Abreu Sodré durou cerca de duas horas e foi cercada de sigilo. Ninguém soube o que foi conversado durante o encontro. O prefeito Faria Lima aguardou, em outra sala, até que a reunião terminasse.
À tarde, o Palácio dos Bandeirantes divulgou que o governador “declarou-se plenamente satisfeito com o encontro” e constatou “perfeita identidade de pontos de vista sobre a agenda examinada”.
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Costa e Silva discursa em quartel e diz que a ‘revolução continua’ (17.mai.1967)
Em almoço no 4º Regimento de Infantaria, em Osasco, na Grande SP, o presidente Arthur da Costa e Silva afirmou que “estamos em plena revolução”.
“Revolução de ideias, de princípios, de mentalidades, para dar a este país aquilo que ele merece: a estabilidade necessária para que haja progresso”, completou.
Disse ainda que, embora se sinta “constrangido na posição de civil”, pois não perdeu os hábitos de militar, considera-se civil “porque quer que a autoridade civil se reconstitua em bases sólidas”.
Os oficiais aplaudiram o presidente quando este citou que a “revolução continua”.
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Durante inauguração de viaduto, Costa e Silva diz precisar de SP (18.mai.1967)
“Preciso de São Paulo”, declarou nesta quarta (17) o presidente Arthur da Costa e Silva na cerimônia de inauguração do viaduto Alcântara Machado.
O presidente, que avaliou como proveitosa sua estadia em SP, considera o Estado importante para o futuro do país. A experiência de governo móvel, que pôs em prática, pela primeira vez em seu governo, deve ser repetida.
Tudo indica que será no Nordeste, possivelmente, no Recife (PE), “que oferece melhores condições”, segundo informou a assessoria da Presidência da República.
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Costa e Silva diz que ‘não se pode mais pedir sacrifícios ao povo’ (19.mai.1967)
O presidente Arthur da Costa e Silva voltou de São Paulo convencido de que é inadiável fazer a correção do resíduo inflacionário para atualizar o salário do trabalhador, que teve seu poder aquisitivo reduzido.
O presidente afirmou que “não se pode pedir mais sacrifícios ao povo” e por isso vai fazer novo apelo aos empresários para que ajudem o governo a combater a inflação e a promover a retomada do desenvolvimento.
Dividir os sacrifícios com o empresariado −concluiu Costa e Silva− será beneficiá-lo a médio prazo com o acerto da política econômico-financeira a ser implantada.
]]>“Este grande Estado, que é o centro vital das atividades econômicas do Brasil, adquire assim a condição de capital pública administrativa”, disse o mandatário em comunicado neste sábado (13).
“Para mim, é um prazer voltar a SP, onde passei alguns dos dias mais agradáveis”, declarou Costa e Silva, que atribuiu esse governo “móvel” como forma de homenagear o Estado.
No mesmo texto, o presidente prometeu para terça (16) um anúncio de grande interesse para SP e o país.
]]>A atitude combina com a informação de que o senador Antonio Balbino (MDB-BA) apresentará projetos que estabelecem normas para a revisão das sanções políticas aplicadas desde 1964.
Costa e Silva também recebeu, em Brasília, o ex-vice-presidente dos EUA, Richard Nixon, que prepara lançamento de sua candidatura à sucessão de Lyndon Johnson.
]]>“Briga tem hora. No momento, não nos interessa uma ruptura com o governo anterior, pois isto nos jogaria nos braços dos inimigos da revolução”, declarou o informante, que disse que a ordem partiu do próprio presidente.
A fonte também foi enfática ao dizer que, caso Roberto Campos (ex-ministro de Castello Branco) volte a criticar a política econômica, “terá uma resposta violenta”.
]]>Depois, Costa e Silva discursou na abertura da Exposição Agropecuária de Uberaba, no Triângulo Mineiro.
O mandatário anunciou que se reunirá com a pasta da Agricultura para a elaboração das cartas de Produção e Abastecimento, política que, segundo o presidente, terá o “objetivo de valorizar o trabalho do homem do campo“.
]]>Delfim Netto não quis dar detalhes do encontro antes de falar com o presidente Arthur da Costa e Silva. “Vou descansar e aproveitar o tempo para preparar o relatório”, declarou o ministro, que partiu em viagem ao interior.
No entanto, ao ser indagado sobre a questão dos salários, ele admitiu que o governo federal estuda nova política sobre o assunto, sem precisar prazos para os reajustes.
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